Educar e proteger os filhos são responsabilidades de todos os pais; entretanto, muitas vezes o excesso de cuidados e segurança acabam comprometendo a independência da criança. Esse comportamento dentro de casa pode não ser notado pela família, ou simplesmente ser interpretado como afeto e zelo incondicional.
Quando necessário, os responsáveis precisam dizer “não” às crianças. Ao programa Comando da Esperança, da Super Rádio Brasil — 940 AM, a presidente da Associação de Terapia de Família, do Rio de Janeiro, RJ, Cristina Milanês Werner, salientou que toda criança precisa de espaço para desenvolver a própria autonomia. Primeiramente, os pais devem orientar as crianças, para só depois elas fazerem sozinhas. O apoio dos pais ao assegurar para o filho que ele consegue desempenhar aquela tarefa desenvolve suas habilidades. Sejam as motoras, como colocar os brinquedos no lugar após a brincadeira; ou as que exigem atenção, como atravessar a rua.
Dar limites também é proteger os filhos; entretanto, para que haja a perfeita concordância, os pais precisam combinar a regra que será passada à criança.“Conforme [as crianças] vão crescendo, a família precisa observar como lidam e respondem aos limites e à liberdade que vão conquistando. Isso é fundamental para que liberdade não seja confundida com libertinagem. Afinal, nem tudo pode e os filhos precisam respeitar isso”.
Especialistas acreditam que as famílias superprotetoras podem comprometer o convívio social da criança. Ela cresce sempre dependendo de alguém para ajudá-la porque nunca foi estimulada a fazer as coisas sozinhas. Segundo a terapeuta, esse comportamento também se reflete na vida escolar. “É o aluno pouco colaborativo, porque está acostumado a ter a vontade dele imperando. Faz birra ou diz que está sendo excluído de atividades lúdicas, quando na verdade é ele que não quer participar da brincadeira do outro”, apontou.
O ministro-pregador da Religião de Deus João Carlos de Carvalho ressalta que é importante que todos aqueles que exercem responsabilidades sobre crianças ou adolescentes, mormente os pais, tenham a percepção de que estão lidando com um Espírito Eterno, antes de tudo. A Religião de Deus, entende que este Ser encarnado tem as suas aspirações, além das do corpo, no território da Alma.
Promovendo a cultura de paz em todos os lares, a Religião Divina orienta os pais quanto aos desafios dentro de casa. O ministro destaca: “É preciso também nos empenharmos para, como facilitadores que são os pais, possibilitar aos filhos a independência espiritual. Em seu artigo Homenagem aos Pais, o educador Paiva Netto, presidente-pregador da Religião do Amor Fraterno, ensina: '(...) Na verdade, a luta é grande; os obstáculos, muitos. Daí, a importância de cuidarmos para que não falte aos nossos filhos o alimento material. Todavia, não nos esquecendo de os saciar espiritualmente, conforme defendemos na Pedagogia do Afeto* e na Pedagogia do Cidadão Ecumênico".
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O programa Comando da Esperança vai ao ar de segunda a sábado, a partir das 8h, pela Super Rádio Brasil — 940 AM, emissora da Boa Vontade, no Rio de Janeiro, RJ. Para outras informações, ligue: (21) 2518-0940.
_____________ * Pedagogia do Afeto — Trata-se de um dos segmentos da proposta pedagógica (formada também pela Pedagogia do Cidadão Ecumênico), preconizada por Paiva Netto que propõe um modelo novo de aprendizado, aliando Cérebro e Coração. Essa linha educacional é aplicada com sucesso na rede de ensino e nos programas socioeducacionais desenvolvidos pela Legião da Boa Vontade, no Brasil e no exterior. “Ambos fundamentam-se nos valores oriundos do Amor Fraterno, trazido à Terra por diversos luminares, destacadamente Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista”, como afirmou o criador da proposta, o educador Paiva Netto. Na Pedagogia do Afeto, o enfoque é sobre as crianças de até 10 anos de idade, aliando sentimento ao desenvolvimento cognitivo dos pequeninos, de forma que carinho e afeto permeiem todo o conhecimento e os ambientes de suas vidas, incluído o escolar. Na continuidade do processo de aprendizagem, a Pedagogia do Cidadão Ecumênico é direcionada à educação de adolescentes e adultos, dispondo o indivíduo a viver a Cidadania Ecumênica, firmada no exercício pleno da Solidariedade planetária.